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Pessimismo reduz a expectativa de vida e a ciência explica como.



Todos sabemos os males que o stress causa: desde cabelos brancos, marcas e rugas mais profundas na pele, queda de cabelo, até a manifestação de doenças graves como alguns tipos de câncer e doenças autoimunes.


Mas por que isso ocorre? Devido ao dano causado no nosso DNA, a molécula mais importante de todos os seres vivos, que carregamos a vida toda e é a responsável pelas nossas características físicas e psiquicas.


Através da epigenética, termo criado no fim da década de 50, pelo pesquisador Conrad Waddington, biologista do desenvolvimento, que propôs pela primeira vez o termo epigenética para se referir aos “eventos que conduzem ao desdobramento do programa genético para o desenvolvimento”. Ou seja, o estilo de vida de vida que levamos deixa marcas no nosso DNA, através de processos químicos. Existem dois tipos principais de mecanismos epigenéticos (estilo de vida): os que modificam a molécula de DNA diretamente e os que afetam a cromatina (o complexo que a molécula de DNA forma com algumas proteínas, principalmente as histonas).


O DNA está localizado no centro do núcleo de todas as células, é por causa dos DNA que as células se multiplicam e se renovam e assim vivemos bem! Diariamente estamos renovando as nossas células, as células do intestino por exemplotem um ciclo de vida de 7 dias, as células do pulmão têm um ciclo e vida de 6 meses, o tempo médio de vida de uma hemácia é de 120 dias. Após esse período, ela é destruída no baço, onde aproximadamente dez milhões de hemácias são destruídas por segundo.


E a renovação celular depende de um DNA intacto, e o responsável por proteger o DNA durante a sua cópia, para que uma nova célula (célula-filha) seja formada e que carregue o mesmo DNA da célula-mãe

intacto, é o telômero.


Os telômeros são os relógios cronológicos do nosso corpo, os telôemros se replicam junto com o DNA, mas também há um limite para essa reprodução, quanto mais curto o telômero é, menor a sua capacidade de reprodução. A velocidade do envelhecimento pode ser medida pelo tamanho dos telômeros, bebês possuem telômeros muito maiores do que idosos.


O estresse psicológico crônico tem sido associado ao encurtamento acelerado dos telômeros de leucócitos. Em um estudo, os cuidadores tiveram os telômeros dos linfócitos mais curtos que os controles ( Damjanovic et al., 2007 ). Em outro estudo, cuidadores e não cuidadores tiveram telômeros dos linfócitos médios semelhantes, mas o estresse percebido foi um preditor significativo de telômeros dos linfócitos tanto em mulheres cuidadoras quanto em mulheres não cuidadoras e em toda a amostra combinada (Epel et al., 2004 ) . Nenhum estudo examinou como as diferenças individuais na vulnerabilidade percebida ao estresse podem promover o encurtamento dos telômeros.


Dadas as associações observadas entre estresse psicológico agudo e crônico e níveis elevados de IL-6 ( Kiecolt-Glaser et al., 2003 ; Steptoe et al., 2001 ), a exposição a estressores psicológicos em pessimistas poderia contribuir para níveis crônicos de baixo nível aumentos nas citocinas pró-inflamatórias circulantes, que podem, por sua vez, contribuir para o encurtamento dos telômeros ao longo da vida. No entanto, leucócitos com telômeros curtos tendem a liberar maiores quantidades de citocinas pró-inflamatórias, incluindo IL-6 ( Effros, 2004 ), e assim os pesquisadores descartam a possibilidade de que a direção da causalidade seja de telômeros curtos para IL-6 (citocina pró-inflamatórias) maior e não o contrário.




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